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PCdoB/DF: resistir e lutar em defesa da democracia e dos direitos do povo

29 de Novembro de 2018, 20:24 , por Fr3d vázquez - | No one following this article yet.
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*Resolução da Comissão Política - DF

Mapa brasilia O cenário político local foi fortemente influenciado pela onda de negação e criminalização da política, pelo ativismo judiciário-policial-midiático, pela divisão da esquerda e pela falta de diálogo político no nosso campo, além da conturbada relação com o funcionalismo público. As incertezas nacionais afetaram fortemente o DF, com as definições só nos últimos momentos.
Há dois anos foram iniciadas as articulações, o diálogo e o chamamento da militância do PCdoB do Distrito Federal, visando ao processo eleitoral de 2018. Inúmeras reuniões foram realizadas, novas lideranças se filiaram ao partido e nomes foram apresentados como possíveis integrantes de uma chapa majoritária do PCdoB para o Distrito Federal.
O quadro evoluiu para a fragmentação no primeiro turno, em meio a onda de direita, sinalizando grande dificuldade de a esquerda estar no segundo turno.
Nosso projeto político tinha como centro eleger um deputado distrital e impulsionar a Frente Ampla, lutando contra o retrocesso político no DF. Compusemos a melhor coligação proporcional possível para a nossa pretensão de retornar à CLDF.
O PCdoB/DF apostou  em candidaturas aguerridas, que não se intimidaram com a escassez de recursos nem com a pressão da direita e fizeram uma campanha forte, capaz de atrair lideranças, dialogando com amplos setores do DF (Mulheres, LGBT, Trabalhadores da Saúde, Trabalhadores da Educação, Direitos Humanos, Empreendedorismo, Movimento Negro, Juventude, Universidades e Cidades).
Na evolução desse processo compusemos a chapa encabeçada por Rodrigo Rollemberg (PSB), numa composição que incluiu PSB, PCdoB, PDT, Rede e PV.
Para o Senado Federal, o PCdoB/DF, integrou a chapa vitoriosa encabeçada por Leila do Volei (PSB), e elegemos a camarada Ivonete Nascimento - combativa militante, segunda suplente.
A decisão do PCdoB/DF se demonstrou acertada, com a vitória parcial de chegar ao concorrido 2º turno, ainda que muito distante do primeiro colocado.
O resultado nacional mostrou uma queda na votação das candidaturas de esquerda e a ascensão de candidaturas de direita e extrema direita, impulsionados por setores da imprensa e pela maior campanha clandestina de calúnias pelas redes sociais já vista. Ainda assim, repetimos nossa votação para a Câmara dos Deputados. Na eleição de distritais, impulsionamos uma chapa completamente nova, tivemos de enfrentar as mudanças na realidade local, num quadro de ausência de presença institucional. Esse desempenho se assemelha aos percalços que o quadro político colocou para o PCdoB nacionalmente.
É importante destacar, num quadro nacional de profundo retrocesso, nosso resultado foi demonstração de resistência, uma atuação combativa e destacada, trazendo dividendos políticos e organizativos, fortalecendo a imagem do partido perante o povo do Distrito Federal, ampliando nosso diálogo com as forças políticas e reforçando uma ampla frente também no DF.
Destacamos a projeção de novas lideranças no cenário político local. A dificuldade de recursos não nublou o potencial do nosso projeto e aponta para persistir, em especial promovendo a ampla incorporação de todos os contatos de campanha na comunicação partidária e na sua organização, dando maior capacidade organizativa às direções nas cidades. A luta pela democracia exigirá que o PCdoB lance chapas próprias em 2022, isso se fará com o cuidar mais e melhor do Partido. A formação política - uma ampla jornada de cursos do Programa Socialista -, a organização partidária, a comunicação e o impulso à contribuição militante são nossas prioridades para fechar 2018, preparando a resistência e nossa posição política local, que acompanhará os esforços de isolar as forças antidemocráticas no Brasil e em favor da população no DF.

O PCdoB/DF, a partir da experiência eleitoral de 2018, pode em 4 anos construir um grande e vitorioso projeto, onde esteja no centro as bravas candidaturas que enfrentaram a dura batalha de 2018 e novas lideranças, já consolidadas ou que venham a se consolidar no curso do processo
Mais do que nunca é assumir a responsabilidade central pela construção de uma Frente de resistência ao ultraconservadorismo e em defesa da democracia e dos direitos do povo, através do diálogo, da participação e da presença de nossas lideranças, filiados e militantes junto aos movimentos sociais e populares, em especial onde se encontram as pessoas mais vulnerabilizadas e que necessitam da atuação forte e presente do PCdoB.
O PCdoB é decisivo para a democracia, a soberania e os direitos do povo. Seu valor foi provado em situações muito mais adversas, não nos falta ânimo para a luta. Saudamos todos os candidatos e candidatas, toda a militância, seu empenho e dedicação. Se, em princípio, as condições são hostis e adversas, contamos com a nossa militância e com a convicção de que a unidade e luta se afirmarão como saídas para superar esse momento difícil do país. Como disse o Che, “ se o presente é de luta, o futuro nos pertence!”.